quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

crianças, sorrisos e esperanças

Creio que não há sentimento pior que o da impunidade.
Quem sou eu para lhe julgar? Quem mero mortal eu sou para ansiar te alertar? Que mãos atadas são as minhas para cogitar a possibilidade de te erguer?
Me nego todos os dias a acreditar que não há nada a ser feito.Essas crianças querem mais que os games exibidos pela tevelisão, mais que bonecas a lhes ensinar a cuidar do futuro filho.Essas crianças querem algo que vai além do que a sua tecnologia "barata" pode lhes oferecer,elas querem atenção!
Mais do que uma TV de plasma na sala elas anseiam pelo emprego dos pais, talvez até para elas mesmas.Elas querem e precisam de atenção,um amor que as pessoas ao seu redor não lhes proporcionam.
Eu sinceramente não acredito que esse destino não possa ser alterado.
De quatro em quatro anos o circo ergue sua lona e os palhaços enumerados prometem o que não vão cumprir,contudo,nada mais resta a essas famílias alimentadas única e exclusivamente pela esperança de um mundo melhor –porque ao contrário de muitos elas não enxergam só o próprio umbigo–sem informação o suficiente elas confiam cegamente nos caras pintadas e os elegem,não há como fugir.
Aquelas crianças definitivamente querem aprender a pescar e encontram o caminho mais "fácil" que me constrange ao falar.
Essas crianças sorridentes, cheias de esperança, aquelas que te arrepiam de alegria com um simples gesto, um único abraço... é impossível não haver outra forma de ajudar (na minha idade e condição financeira) que não seja com "pequenos" presentes natalinos.
Se você encontrar a fórmula mágica por favor me avise!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

É sempre uma questão de Tempo, a culpa é sempre do Tempo.
Acreditam que o Tempo deva resolver tudo, é encarregado de todas as funções,explorado de todas as maneiras possíveis e inexplicáveis: curar, apagar, apegar, mudar, cicatrizar. E no final nosso maior desejo é simples e puramente esquecer,esquecer do Tempo e que Ele já passou.
Covardemente queremos esquecer daquele que mais nos deu chances, oportunidades, nos curou, nos cicatrizou, nos amou.
Covardemente Ele nos visita – sabe bem a hora certa – espera estarmos vulneráveis,enfraquecidos por Ele mesmo, e Ele chega.Chega como quem não quer absolutamente nada,como uma visita de inverno para tomar um chá.
Maliciosamente lhe pergunta se não se lembras do último amor – Calado,pensando já ter superado,você consente e o Tempo decide ficar mais alguns dias,perturbando a sua memória,bagunçando tudo aquilo que você imaginava ter organizado.
E você questiona, reclama que a hora nunca chega e pergunta ao Tempo se já não é a hora.Calmamente ele te responde quem o Tempo é você quem faz, você quem traz e quem leva.
Você escolhe,indiretamente,a hora em que sua cabeça vai dar voltas, que vai ficar confusa e vai querer o passado de volta.Você decide quando crescer e amadurecer, você decide quando amar ou esquecer.
O Tempo não vai embora se você não quiser, melhor dizendo,o Tempo não vai passar se você se estagnar.
E no final das contas você não vai ter do que relembrar!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Novamente me vejo perdida,com medo do que possa acontecer, muitas coisas mudaram, eu tenho acreditado muito em muitas coisas e isso me dá medo!
Eu não queria estar pensando tanto sobre isso,sobre o que você pensa, sobre o que você quer ou não quer.Eu não era assim medrosa e agora quem toma conta de mim é o medo e a teimosia.Eu teimo em acreditar, teimo em arriscar,em jogar tudo pro alto e tentar fazer alguém feliz mas o meu maior medo é que eu fique feliz e no fim transformando meus sorrisos em lágrimas.
Eu não quero um fim a algo que me faz tão bem, por muito tempo eu não me sentia assim,por muito tempo eu não quis ninguém e agora quero alguém por muito tempo, eu quero ter esse medo por muito tempo.
A questão é que está tudo muito bom para ser verdade e eu estou acostumada somente com as estórias da minha bolha, com as pessoas da minha bolha, com os finais infelizes da minha bolha e você tem me mostrado algo tão diferente disso,tão real,um mundo tão cheio de novidades,construindo em mim sentimentos jamais por mim imaginados.É nítida a diferença.
É tudo perfeito demais pra mim, talvez eu não mereça tanto, não mereça nem amá-lo tanto.E eu só tenho a agradecer por tudo que tens me proporcionado, pelos sorrisos lindos que tem me dado,por estar do meu lado sempre,por ter me ignorado,por ter acreditado assim como eu.Eu te amo muito e nada é capaz de descrever o que eu sinto! Obrigada por ser sem dúvidas o meu café humano.

sábado, 27 de novembro de 2010

Indecisão.É o que tem me consumido inteiramente nos últimos dias,se impregnado inexplicavelmente.
Não sei se continuo caminhando nesse sonho cheio de controvérsias, me fortalece, me ergue a coluna e me adjetiva competente mas ao mesmo tempo me arranca sangue dos pés e me mostra mais competentes que eu,competentes competidores.
Há onze anos tenho trabalhado nisso: em formar bolhas de sangue nos pés erguendo a cabeça e sorrindo bonito,mesmo que forçado,consideravelmente bonito!
Imagino quantos anos ainda trabalharei nisso me sentindo cada vez mais inferior, competidora, sorridente e incompetente.
A questão é : só acredito vendo, no caso competindo e vencendo.Burrice competir,vencer e ficar escondida enquanto posso me estagnar, me acomodar e ser destaque.
Uma segunda questão é : não quero me acomodar nem estagnar muito menos me destacar, eu quero ajudar, ajudar alguém a se destacar.Como dentro de um ramo tão desvalorizado como o meu?
Lapsos
Fará direito se fazes porque gosta,e eu amo incomensuravelmente.
Estou perdida nos meus pensamentos,no meu sonho meio real.Desistir não é o ideal mas já não sei se meus pés conseguem bailar até o final!

sábado, 13 de novembro de 2010

Desculpa se te desconcerta mas voltarei a viver naquela minha antiga bolha,extremamente impermeável.
Eu era consideravelmente feliz pelo simples fato de que não tinha que me preocupar com ninguém,sorrir pra ninguém,sentir nada por ninguém.Eu apenas ouvia,ouvia e ignorava enquanto as pessoas se acostumavam, e eu ficarei nela até que chegue um ponto em que eu não precise nem mesmo ouvir!
Just it , no more !