quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sorrir cansar imaginar enfim, desistir

Conheci uma menina,daquelas que sorriem próximas às pessoas para não ter que explicá-las que não está assim tão feliz e para que não precise discorrer sobre seus sentimentos.E ela escrevia:
Apesar de tudo eu não sou uma pessoa triste.Eu aprendi a sorrir!
Mas não pense você que sorrir é tão fácil quanto parece, sorrir me cansa demasiadamente.Me cansa sonhar.Viver sabendo que não passas de obras da minha imaginação.Me cansa te imaginar como alguém que vá me ver com outros olhos, me abraçar com outros braços, me apoiar com outro ombro.
É como se eu voltasse no tempo e como uma criança quisesse omitir um amor, temer um amor.
Sinto-me inútil e descartável.Eu só queria que você soubesse o que eu sinto,eu só queria não saber o que você sente,confirmar a ausência da reciprocidade e mais uma vez me decepcionar.
Talvez saber que este amor não é recíproco seja até melhor do que essa eterna angústia, essa minha criação de um você que não existe, um você que me ama, que pensa em mim, que me deseja.Talvez eu precise ouvir de você que sou apenas mais uma.Doeria?Óbvio ululante mas pelo menos deixaria à pó a minha imaginação, queimaria a minha última ponta de esperança,esperança de que eu estou errada.Mas eu estou certa,absolutamente certa: contos de fadas só existem os meus, os sem final feliz!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

És para mim imprevisível,impossível decodificação,mais que ambíguo.
Tão perto mas tão distante de mim sua boca me dá um sorriso de interpretações variadas.Seria este sincero ou irônico?
Tão quente,seus braços me acolhem fazendo-me suar frio.
Tão provocador seus olhos me vêm.Suas sobrancelhas me confundem,me chamam ou me desprezam? 
Tímido não se atira,apenas se aproxima e me conquista contra minha vontade.Eu não te escolhi,eu não escolheria alguém que me diz mil coisas em somente uma frase.Minha cabeça não te escolheu.Meu coração sim!E eu sofro por isso.
És diferente dos outros chamando então minha atenção.Me beijas com respeito,me abraças cuidadosamente,me espera,me faz sorrir,faz meus olhos brilharem.
Apesar de tudo eu tenho medo.Medo de ser pouco demais pra você.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

desesperança

Vivo o momento em que decido não me apaixonar. Por ninguém.
Não importando o que seja dito ou  feito, por mais que se demonstre -ou tente- sinceridade, eu não vou acreditar. Pequena parte de mim sonha que exista alguém em quem se possa depositar confiança, parte outra perdera pelo caminho totalmente a esperança.
Passa-se por certas coisas que nos fazem desacreditar totalmente naquilo que nos movia, naquilo que nos fazia feliz e só o que nos resta é esperar sempre a pior possibilidade. É como se estivéssemos entrando para um jogo sem preparo prévio com a consciência de que o que obtivemos de bom seria total lucro e pura sorte.
Era isso então?Viver unicamente o presente sem esperança de um futuro? Sim, era isso. Sem romantismo, sem passar a tarde ao lado do telefone esperando por ligações, sem discurso ensaiado, sem clichê. Esse era o jogo. Essa era a regra.
Até que um dia encontre alguém que tenha o mesmo jogo e as mesmas regras. Alguém que não tenha telefone, discurso, especulações e sim um presente, um único e maravilhoso presente que te faça sentir saudade. Amarga e cruel saudade que te faz esquecer as regras do seu próprio jogo, te faz querer esperar algo mais, te tira do jogo e vence por WO.Então você se encontra vivendo uma contradição eterna em que o seu coração vive todos os tempos verbais e o seu cérebro sabe que só pertence ao presente.
Apesar de aquele sorriso ter parecido sincero, de ele não ter dito "eu te amo" no primeiro beijo nem te chamado de amor ao invés do nome no primeiro encontro, de o desfile de mãos dadas ter existido, de que você foi apresentada a família e aos amigos, de que as visitas em sua casa foram reais, de que ele te abraçou sem vergonha de estar em público, de que ele segurou a sua mão enquanto sorria para os amigos. Tudo isso apenas pode ter sido sincero e você não quer mesmo acreditar que isso tenha sido real, você apenas sorri pelo presente, sente saudades pelo passado mas já não tem mais a esperança de um futuro apenas aguarda e sorri.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

crianças, sorrisos e esperanças

Creio que não há sentimento pior que o da impunidade.
Quem sou eu para lhe julgar? Quem mero mortal eu sou para ansiar te alertar? Que mãos atadas são as minhas para cogitar a possibilidade de te erguer?
Me nego todos os dias a acreditar que não há nada a ser feito.Essas crianças querem mais que os games exibidos pela tevelisão, mais que bonecas a lhes ensinar a cuidar do futuro filho.Essas crianças querem algo que vai além do que a sua tecnologia "barata" pode lhes oferecer,elas querem atenção!
Mais do que uma TV de plasma na sala elas anseiam pelo emprego dos pais, talvez até para elas mesmas.Elas querem e precisam de atenção,um amor que as pessoas ao seu redor não lhes proporcionam.
Eu sinceramente não acredito que esse destino não possa ser alterado.
De quatro em quatro anos o circo ergue sua lona e os palhaços enumerados prometem o que não vão cumprir,contudo,nada mais resta a essas famílias alimentadas única e exclusivamente pela esperança de um mundo melhor –porque ao contrário de muitos elas não enxergam só o próprio umbigo–sem informação o suficiente elas confiam cegamente nos caras pintadas e os elegem,não há como fugir.
Aquelas crianças definitivamente querem aprender a pescar e encontram o caminho mais "fácil" que me constrange ao falar.
Essas crianças sorridentes, cheias de esperança, aquelas que te arrepiam de alegria com um simples gesto, um único abraço... é impossível não haver outra forma de ajudar (na minha idade e condição financeira) que não seja com "pequenos" presentes natalinos.
Se você encontrar a fórmula mágica por favor me avise!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

É sempre uma questão de Tempo, a culpa é sempre do Tempo.
Acreditam que o Tempo deva resolver tudo, é encarregado de todas as funções,explorado de todas as maneiras possíveis e inexplicáveis: curar, apagar, apegar, mudar, cicatrizar. E no final nosso maior desejo é simples e puramente esquecer,esquecer do Tempo e que Ele já passou.
Covardemente queremos esquecer daquele que mais nos deu chances, oportunidades, nos curou, nos cicatrizou, nos amou.
Covardemente Ele nos visita – sabe bem a hora certa – espera estarmos vulneráveis,enfraquecidos por Ele mesmo, e Ele chega.Chega como quem não quer absolutamente nada,como uma visita de inverno para tomar um chá.
Maliciosamente lhe pergunta se não se lembras do último amor – Calado,pensando já ter superado,você consente e o Tempo decide ficar mais alguns dias,perturbando a sua memória,bagunçando tudo aquilo que você imaginava ter organizado.
E você questiona, reclama que a hora nunca chega e pergunta ao Tempo se já não é a hora.Calmamente ele te responde quem o Tempo é você quem faz, você quem traz e quem leva.
Você escolhe,indiretamente,a hora em que sua cabeça vai dar voltas, que vai ficar confusa e vai querer o passado de volta.Você decide quando crescer e amadurecer, você decide quando amar ou esquecer.
O Tempo não vai embora se você não quiser, melhor dizendo,o Tempo não vai passar se você se estagnar.
E no final das contas você não vai ter do que relembrar!