segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Acho que tenho óculos mágicos
Que me mostram o que não enxergas 
Lágrimas nos sorrisos que vês
Nos julgados palhaços do sinal talentos não descobertos
Frutos do desprezo dos caras pintadas enumerados e votados por nos mesmos
Do desespero e da esperança
Óculos que choram por tanta impunidade
Óculos que me parecem únicos, nunca os vi em outros olhos

Ser o que eu sou, mesmo que fora dos padrões, para satisfazer primeiramente a mim.

Ser o que eu sou, mesmo que eu seja um monstro.
Ser o que eu quero ser, mesmo que você ache estranho.
Ser o que eu penso ser e não o que você enxerga.
E é isso que eu sou : fora da maioria,da maioria considerada normal, fora do que você quer, estranho para você porém normal para mim. E se por acaso isso agrada a você saiba que és estranho como eu e não estamos sozinhos!

Aquelas coisas pequenas que sorriem sempre
Aquelas que não têm preconceito
Aquelas “lutam” até conseguirem o que querem
Aquela mentes fantásticas
Aquelas que abraçam com sinceridade
Aquelas que terminam a frase com um “por quê?”
Aquelas que não têm vergonha dos pais
Aquelas que nomeamos como o futuro da nação
Aquelas crianças que  só querem brincar de herói!

Desculpe-me mas eu gosto mais dos prédios
Vejo dança em tamanha formosura
Enquanto néscios mutilam meus ouvidos futilmente
Os prédios calados me dizem muito mais
Parecem se sentir sozinhos e abandonados como eu, parecem querer me abraçar
Parados, ali inconformados, atraem diretamente o meu olhar sombrio
Escuros e frios vejo-me neles refletida
Dançando, fria, sozinha e calada sobre olhos que não querem ver e ouvidos que nem tentam escutar o que eu não quero dizer.

É só como eu me sinto
Alguém vivendo abaixo de máscaras
Lágrimas que ninguém enxerga
Sorrisos que ninguém quer ver
Aquele sorriso sincero que vias em mim criança já não tenho mais
Sentimentos inúteis
Algo que eu repudiava agora é a única coisa que me resta em vão
Ninguém se importa.Eu não me importo
É como se eu estivesse vazia,oca
Somente há escuridão, mesmo quando dia
É assim que me vêm: não me vêm
E assim volto eu à minha bolha onde a minha realidade é ter certeza da ilusão.